terça-feira, 12 de julho de 2011

Tecer, te ser, ter se

Amortecer
Confiar
tecer amor
para com ele fiar
e amando, tecendo
confiando e crescendo
vai sendo...
lento, bento, dentro...
retomando todo centro
num coração que não é mais só.

sábado, 11 de junho de 2011

(DES)cobrir com amor

" Nem sempre o amor é par.
 Nem sempre casal é dois.
 Quando se descobre que amar
  é ver num resultado nós,
   o terceiro ato é trocar
sem duvidar do que pode ser,
e torcer pra que seja junto"










Esse poeminha bem mais ou menos foi escrito em 05/2007, na época havia um certo receio e ao mesmo tempo muito investimento emocional, mas a briga pelo formato de um relacionamento fez com que ele acabasse. A soluçao chamava-se namoro, bastava pagar o preço daquele sentimento, mas histórias individuais anteriores nao permitiam tamanha entrega de ambos os lados, hoje, infelizmente a história se repete e nao sei mais se preciso descobrir isso de novo, esperar que o outro o faça ou desistir de me entregar ou me entregar pro nada...
Ainda é preciso descobrir o amor!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

NA COMPANHIA DA INSEGURANÇA

O tema desse texto surgiu quando percebi que a seqüência da frase “eu sou muito inseguro” estava normalmente ligada a algo relevante sobre a vida de quem a emitia. É claro que existem sim pessoas extremamente inseguras que não conseguem lidar com esse sentimento e abrem mão de fazer qualquer escolha na vida para não correr o risco de dar algo errado, mas por hora, vamos conversar um pouco sobre uma enorme massa de pessoas que aplica a frase citada acima nos momentos em que vão tomar decisões significativas, não a respeito de uma compra entre pudim ou sorvete na sobremesa, mas sobre algo que produz um sentido em sua narrativa que demonstra o quanto aquilo é importante.
Na sociedade de hoje, todos somos cobrados para sermos eficientes, fortes, produtivos, praticamente heróis silenciosos no trabalho, na família, entre os amigos; mas no momento em que só somos nós mesmos é que vivemos os sentimentos que são mobilizados por essas cobranças externas. A questão é se assumimos essa dívida e nos posicionamos como aqueles que devem uma postura espontânea, imediata e sem dúvidas.
Quem não gostaria de encontrar um manual dizendo qual será exatamente a conseqüência de tal escolha, quase como uma tabelinha de prós e contras pronta só pra você avaliar e pegar a mais prazerosa?
Pois é, ela não existe! Então nesse caso é melhor você não se lançar ao vento como se você fosse algo imbatível, que nenhum risco te assusta; e nem ficar travado sem conseguir sentir o quanto determinada escolha diz sobre você e é relevante na sua vida. Mas minha pergunta é se esse tempo necessário pra refletir, sentir, antes de se mobilizar precisa ser “culpa” da insegurança ou pode também ser chamado de prudência, reflexão, maturidade...
Responsabilizar-se por sua própria vida implica assumir qual o valor você delega a ela.
Parece que o mundo exige cada vez mais potenciais, capacidades e qualidades; e a gente esquece que o processo de escolha é pessoal, singular, particular. Muitas vezes achamos que o outro não sofre ao tomar decisões por estarmos acostumados a só ver os resultados, é quando trazemos essas metas ao campo pessoal que acabamos nos sentindo frágeis, vulneráveis e inseguros; pois já não dá pra sumir no meio da multidão e é de se sentir muito solitário em meio às dúvidas e tantas questões que só dizem respeito a você mesmo e aos que fazem parte da sua vida.
Lembra-se daquela música dos anos 80 que dizia “você precisa de alguém que te de segurança, senão você dança”? Essa música dá a entender que no outro a gente pode identificar qualidades que funcionariam como garantias daquilo que você ainda não vê em você. Ou seja, o outro te completa! Isso não sendo verdade, se o outro te falta o que você faria?
Será que a gente está preparado para conviver com a falta, não de outro que te complete, mas da falta de garantias, pílulas mágicas, certezas absolutas, regras e manuais do como fazer dar certo?
Tenho pensando que a insegurança do ponto de vista da consciência da falta pode ser uma boa companhia nos momentos em que precisamos nos comprometer com nossas vidas. Se eu posso parar para pensar no que está acontecendo significa que eu compreendo o que é importante pra mim naquele momento. Se isso não me paralisa, me alimenta para eu me atentar e não repetir velhos erros, fazer a escolha sabendo que não há mesmo garantia, mas que há a possibilidade e a responsabilidade de me envolver com aquilo, e que, caso eu não permita me entregar aos sentimentos que aquele momento suscita, eu posso estar jogando fora muitas oportunidades de conhecimento sobre mim mesmo.
Penso que se trouxermos a insegurança como companhia móvel, que não me consome, mas que colabora para desacelerar o passo e perceber o que estou vivendo, ela pode se transformar em outro sentimento, o de pertença a si mesmo. Afinal, será o sujeito que irá se colocar diante das conseqüências de suas escolhas, cabe a ele saber se o preço posto é o que ele pode pagar; para diminuir o preço da cobrança e possibilitar investimento emocional. Se a insegurança pode ser só uma companhia, ela está solta, pode ir embora logo após a escolha feita, não faz “cara de mal” e nem mesmo amarra o sujeito, afinal, a gente escolhe nossas companhias, não é mesmo?

terça-feira, 19 de abril de 2011

TIRE a etiqueta!

Ultimamente tenho observado como algumas pessoas ficam confusas ao tentar definir o quanto dão valor a si mesmo e, conseqüentemente, ao que querem pras suas vidas. Parece que de tão acostumados a saberem antes o quanto cada coisa vale desde a vitrine, todos se acostumaram a esperar que as relações também já venham com etiqueta, dizendo o quanto vale cada ação.
Seja ao combinar uma visita em casa, por exemplo: “aparece em casa...”, mas nunca marca uma data; ou então ao pensar 2 vezes se a pessoa vai compreender seu movimento ou não, porque se você fizer isso ela pode achar aquilo e assim vai. Oras! Antes de você fazer aquilo a pessoa não estava procurando nada, porque você vai ficar preocupado com o que ela vai encontrar, pra justificar que  deixou de oferecer algo por medo?
Não dá mesmo pra saber qual a reação do outro diante de sua ação, não dá pra ter garantias prévias sobre o que você planejou, não dá pra saber o fim enquanto não se começa;  dá apenas pra correr o risco de viver a vida arriscada assim, do jeitinho que ela é!
Todos hoje se esforçam para parecem o mais politicamente correto possível, agir de acordo com o que se espera dele, imaginar cobranças que às vezes nunca vieram ou tentarem se definir por uma aparência, status ou outro rótulo qualquer.
Sabe quando você ganha alguma roupa e alguém lhe lembra: “não tire a etiqueta, pois se não servir você pode trocar”? Pois é, com as pessoas isso não acontece, não tem onde trocar uma pessoa que não cabe, é preciso se relacionar, parar de idealizar o número perfeito, feito sob encomenda pra você e aceitar que as pessoas são ricas exatamente pelas suas diferenças, são essas diferenças que vão lhe proporcionar as surpresas, agradáveis ou não, são as diferenças que vão te abrir pra um mundo novo, seja lá feio ou bonito, grande ou pequeno, mas o mundo do outro. Afinal, como diz a música “miséria é miséria em qualquer canto, riquezas são diferentes”.*
Tudo anda parecendo muito confuso, pouco claro, pouco definido, pouco pronto... é assustador sim, mas também é uma delícia se você parar pra pensar o quanto isso precisa do seu investimento. Aqui não estou falando de dinheiro, títulos ou ações, estou falando de investimento emocional. Cada um de nós precisa ter muita coragem para dizer a si mesmo: “não sei direito no que vai dar, mas vou tentar assim mesmo”. É o sonho de consumo de quase todos ser livre, eu pelo menos preso muito a liberdade... Mas onde é que ela está?
Penso que a liberdade está na capacidade de fazer escolhas e de dormir tranqüilo com elas, a liberdade mora logo ali, vizinha do compromisso que você tem com você mesmo de se fazer bem, de se sentir bem e de deixar a vida seguir seu ritmo. Isso não significa que você será egoísta, irresponsável ou esnobe, se você cuidar direitinho da sua liberdade, vai ver que não há ameaça vinda do outro, só dentro de você mesmo. Sendo assim, não é o outro que vai me impedir de fazer algo, de me aliançar com alguém, de me realizar, o outro ali está porque eu sou tão livre que o deixo entrar, sabendo que se ele quiser ficar será bem vindo, e se precisar ir embora, já valeu muito o fato de ter podido ficar um pouco.
Por isso meu texto de hoje sugere tirar a etiqueta, abandonar um pouco essas regras e mandamentos que supostamente fazem a vida funcionar, sugiro que desgrudemos um pouco desse monte de predefinições para poder abrir espaço para emoções e sentimentos que recheiam a vida, e não apenas roupas, acessórios  e afins... Aceite o que vem, quando receber... tire a etiqueta, vai servir, se você souber dizer: seja bem vindo!

domingo, 3 de abril de 2011

Vivendo às escuras...


Não sei se escrevo bem, sei que pareço já emendar o meu pensamento numa conversa e ver quem me acompanha. Então convido de novo a quem estiver afim a pensar comigo...QUE PRESSA É ESSA? Pergunto isso porque constantemente somos bombardeados por propagandas televisivas, novelas, livros de auto-ajuda, amigos com mega auto-estima e gente e mais gente por ai dizendo que temos que ser felizes. Simples assim. Feliz porque se é! Toma neosaldina que as contas pra pagar, coisa pra fazer, filhos pra cuidar desaparece, junto com a dor de cabeça. Alguém percebeu essa musiquinha? Pois é, parece que hoje não dá mais tempo que se angustiar, já tem logo um remedinho, um livrinho, um choppinho que cure. Claro que são tentativas, mas por que tanto medo de olhar pro que deu errado?
Sabe quando você larga de um namorado e já vem um conselho: “dor de amor se cura com outro amor” ou então “logo você arruma outro” e muitas vezes tudo que queria ouvir é : “você tá triste? Vem aqui ficar em silêncio comigo” só um colinho mesmo. Estou usando o exemplo do namoro porque é o comum pra todos, quem já não largou ou foi largado? Mas também vale pro vestibular, pro emprego que não entrou, até pro cachorro que morreu e as pessoas ajudam dizendo que depois você vai ter outro.
EI!! ESPERA UM POUQUINHO!!! Sei que muitas pessoas detestam psicólogos porque eles ficam fazendo você ir e voltar na sua história, tentando alinhavar o que do seu passado se repete sem você perceber e que ainda te faz sofrer. Mas com tanta urgência de ficar bem, de corresponder as expectativas, de ser perfeitamente feliz em nome do desejo do outro, muitas pessoas só encontram um espaço pra lidar com suas frustrações, medos e angustias na terapia. E ainda se sentem egoístas e culpados por estarem marcando um compromisso com sigo mesmo durante 1hora toda semana!
A minha tentativa aqui não é de convencer ninguém a fazer terapia, mas de puxar um fio de pensamento pra todos aqueles que se sentem extremamente obrigados a cumprir a demanda de felicidade do mundo alheio. Será que você está guardando um tempinho pra ficar com você? Olhar pros seus medos? Tirar eles debaixo da cama, de dentro do armário, do quarto escuro ou debaixo do tapete? É obvio que ficar remoendo o passado não leva ninguém a lugar nenhum, mas parar um pouco pra viver o que realmente está sentindo e poder olhar de onde isso vem pra que na próxima vez que aparecer você tenha mais condições de fazer escolhas diferentes é justo não é? Se não... Vamos comprar ações das indústrias de analgésicos e passar a vida toda só aliviando imediatamente uma dor que não quero nem pensar que existe e muito menos sem saber por quê. Chega de fazer suas dores viver as escuras, poe pra fora e transforma em outra coisa!  

quarta-feira, 23 de março de 2011

Meus filhos estão crescendo... e agora?



Em meio a tanta correria e angústia ligada a fase da vida em que bate o reloginho biológico dizendo : “preciso ter um filho”, também vem aquele turbilhão de idealizações e anseios  a que esses pais desejam e depositam aos seus filhos.
É justamente no momento da chegada do bebê que os pais se sentem mais completos, tanto de felicidade como também de preocupações com os preparativos, a chegada, as visitas, a primeira fala, aprender a andar, os tombos... O tempo vai passando e de repente “Vixi, não deu tempo de curtir tudo!”
Aquele bebê que há pouco estava na barriga, agora já sabe pedir p ir ao banheiro, escolher o que quer no supermercado, e já nem chora mais quando vai ter que ficar na casa da vovó para os pais saírem no fim de semana.
Normalmente, o mundo moderno acaba exigindo das jovens mamães que logo se separem dos bebês pra voltar ao trabalho. A essas mães rodeia uma culpa por achar que estão abandonando o filhote ou de que ele vai ter uma relação ruim por passar menos tempo com ele, entre outras coisas. Na tentativa de compensar essa culpa, muitas vezes as mamães acabando realizando todos os desejos dos filhos, dando tudo o que querem ou não conseguindo falar não, ou ainda lotando o tempo livre deles (sem elas) com atividades e mais atividades. Mas será que precisa tanto? Será que é menos mãe por passarem menos tempo?
É claro que as mães são importantes para os filhos, mas não pelo tempo que passam, e sim pela forma segura com que se relacionam com esse, fortalecendo o vínculo dele com ela e ao mesmo tempo com o mundo. Essa é a importância dos pais, eles são os primeiros a apresentar o mundo para os filhos. Quando os pais não conseguem falar não por um medinho de serem menos amados, estão ajudando esses filhos a perderem o limite e construírem uma relação pouco valorativa com o mundo, afinal, se ele quiser os pais vão dar outro...
Por outro lado, algumas mamães não conseguem deixar seu filhos crescerem, por sentirem que quanto mais independentes eles forem, menos precisam dela. Mas a conta podia ser outra não é mesmo? Estou aqui refletindo sobre aqueles momentos em que as crianças estão prontas pra dar mais um passo e ser mais autônomo e é a mãe quem sofre por achar que pode ser abandonada.
Sem perceber, essas mães vão adiando a entrada dos filhos na escola, repetem inúmeras vezes que só elas sabem cuidar dos seus filhos, evitam relacionamento entre eles e outras crianças e buscam preencher TODAS as necessidades do filho, mas que na realidade são necessidades delas mesmas, que sofrem ao perceber que o filho está crescendo e não precisa mais SÓ dela.
Essa preocupação da mãe, quando é posta de forma forte, pode dar a entender a criança que o mundo lá fora é medonho, perigoso ou até sem graça; produzindo crianças inseguras e com dificuldades de vencer cada etapa de seu desenvolvimento, pensando que se vencer pode vir até a decepcionar essa mãe que adora ele apenas como bebê. Isso repercute da entrada da escola, a capacidade de fazer amigos, a prestar vestibular, sair de casa para estudar fora, casar ou trabalhar, enfim, em ser finalmente adulto.
Lembra que um pouco antes eu estava pensando que a conta podia ser outra? De que o relacionamento da mãe com o filho não precisa se dar pelo tempo que passam juntos ou pelas necessidades atendidas de mãe pra filho? É que a conta do relacionamento de mãe com filho é o que baseia qualquer um outro: CONFIAR, ou seja, fiar junto, acreditar que o outro tem além de necessidades, capacidades para acrescentar essa relação.
Então, nesse momento farei uma cartinha final:
“caras mamães,
Confiem que os filhotes mesmo depois de aprender a voar ainda vão saber que você é um ninho para onde podem voltar. Mesmo você tendo o SEU filhote, ele ainda é outro ser, que vai ser capaz de fazer as próprias escolhas e que muitas delas dependem do quanto a sua relação de confiança com você a respeito do mundo foi construída. E ... se der alguma coisa errada ou algo for muito difícil, você sabe que vai estar lá prontinha pra ajudar ou apenas assistir o crescimento e desenvolvimento do seu filhote, com aquela mistura de orgulho e medo que a gente está acostumado a chamar de amor”
P.S.: já que estamos falando de crianças, vou citar a personagem de um desenho que considero lição familiar:
“Você vai se surpreender com o que ele sabe fazer se lhe der uma chance” Marge Simpson.
Um abraço e até o próximo encontro!

segunda-feira, 14 de março de 2011

A Violência vende!



Já faz um tempo que todos nós percebemos que há mais noticias ruins do que boas nesse mundo. Basta ligar a TV, ler o jornal, abrir a internet e o que está em destaque são as últimas desgraças quentinhas do momento!
Uma vez ouvi uma professora, num congresso de Psicologia Política, dizendo que noticiar as coisas ruins era prejudicial a nossa cidadania, pois aquilo influenciava a disputa entre os criminosos para parecerem mais cruéis; portanto, se um queimava um homem no pneu o outro jogaria futebol com a cabeça do morto... Na época achei aquilo um pouco exagerado, apesar de coerente, mas não podia deixar de pensar que violência não é só a atitude em um crime, mas está anterior a ele, como violência de direitos, o descaso, a aniquilação da possibilidade da formação de um sujeito como um ser autônomo, livre e capaz de direcionar seus objetivos. Não! A violência não é só o ato, mas também uma questão de Constituiçao do Ser Humano como sujeito!
Quantas vezes você já viu reportagens sobre favelas e quase nunca se perguntou: onde está o hospital, a escola, a creche, o centro comunitário, o terminal de ônibus, uma farmácia e etc dessa “comunidade”? Parece que até bem pouco tempo, e nem melhoramos tanto, o único braço do poder público que se entrava na favela era o da segurança. E não a segurança da cidadania, a militar mesmo! Acostumada a tratar os “sujeitos” como “meliantes” a partir do momento em que o local que freqüentam já o denominam “suspeitos”, até que se prove o contrário...
Ah! Tá... esqueci que estamos falando da violência comércio, e o que está na CAPA da semana é o Terremoto + Tsunami no Japão. Voltemos então! Sou viciada em face book, essa coisinha me pegou... e não é que os comentários em voga são “a Terra sair do eixo muda alguma coisa?” e depois “Missa Lotada!” . Ao mudar de canal automaticamente veremos as mesmas cenas dos carros parecendo tampinhas de refrigerante (puts coca-cola, perdeu a chance de fazer merchan, mas fica a dica pra pensar em colocar os slogans no teto dos carros!). E lá vamos nós, aterrorizados novamente.
Jamais desconsideraria aqui o sofrimento e a gravidade do momento em que estamos passando, mesmo não sendo japoneses, dividimos o mesmo mundo, seja ele super lotado ou não! Mas quero pensar também que tem muita coisa real, possível e consistente sendo produzida por ai, mas tal qual o percentual de vendas de produtos ecológicos, é muito pouco colocado em destaque, não se expõe tantas vantagens e claro, fica valendo pra uma minoria quase irrelevante.
E é exatamente ai que entra o meu ponto! Não estou falando de jornais, meus textos falam de relações humanas e esse não passaria batido! Já me disseram que pulo de um assunto pra outro rapidinho no blog, mas é com intuito de formar a bagunça que espero que os poucos leitores se organizem pra pensar nisso! Por que será que quando a gente liga pra alguém pra falar “e ai, como você tá?” parece uma conversa banal e quando a gente liga, talvez pra mesma pessoa dizendo “você viu o que aconteceu não sei onde com não sei quem?” o negócio parece ficar mais interessante?
Porque todo mundo não cansa de dizer que noticia ruim espalha rápido? Às vezes parece que a gente precisa se grudar no que é ruim pra acreditar que tem alguma coisa acontecendo, parece que tudo que é relativamente do bem, pro bem ou interessante sem ser destrutivo entra com uma escala bem menor de investimento do que nas coisas ruins. Tem gente até que vai achar ridícula uma louca querendo ser otimista sendo que têm tantas outras achando que o mundo vai acabar!
Eu cometo o mesmo erro sempre, assisto entrevistas interessantes e não guardo o nome do fulano. Mas quero citar uma que vi ultimamente sobre uma historiadora que observou que muitas das ilustrações antigas de cientistas, visionários ou até malucos mesmo, vislumbravam o mundo que estamos tendo agora, cheio de mobilidade, conectividade e alcance a longas distâncias. No fim ela disse algo que me pegou : “qual é o mundo que estamos vislumbrando pro futuro? Anda parecendo tudo muito cinza, muito caótico, muito sobrecarregado” e logo me vem “cuidado com o que desejas pois há grandes chances de que se realize”. Sei lá se é otimismo da minha parte, mas eu continuo me sentindo muito mais humana quando vejo projetos de sustentabilidade, melhores formas de tornar a vida mais intima ou minimamente mais simples e sincera, do que quando vejo gente morrendo e se matando.

 Sei lá de onde veio que a gente tem que sofrer para merecer coisa melhor, sei que se eu carregar essa idéia vou sempre estar do lado da dor, aproveitando bem pouco o potencial de crescimento que uma idéia mais produtiva (monocromática ou não) pode me trazer!
P.S.: não estou saltitante de felicidade nem tapando os olhos, estou apenas cansada de contabilizar desgraças e fracassos sem poder saber onde estão as outras coisas!
O mundo está ali onde a gente o inventa!

http://www.youtube.com/watch?v=VInasDY6X-o&feature=related